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Machupicchu, por sua incomparável beleza e força espiritual que
emana dos remanescentes arqueológicos, é privilegiada por fazer
parte de um seleto grupo de monumentos mundiais que milhões de
viajantes de cinco continentes sonham em visitar.
A cidade está encravada na área
mais inacessível dos Andes, escondida dentro da floresta tropical
e construída com uma localização geográfica privilegiada que
combina as montanhas sagradas, água corrente e um alinhamento
celestial quase perfeito, especialmente para a passagem do deus
sol.
A disposição dos prédios, a excelência do
trabalho em pedra e o grande número de terraços para agricultura
num local tão inacessível, é impressionante. No meio das
montanhas, 2450 metros acima do nível do mar, os templos, as
casas, os cemitérios, tudo está distribuído de maneira organizada,
abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias.
Degraus de pedra levam a místicos templos feitos
com blocos de granito branco, uns graciosamente montados sobre os
outros, sem argamassa, no mais sofisticado estilo da arquitetura
inca. Um trabalho tão perfeito que entre eles não caberia um
alfinete sequer.
Para alguns pesquisadores, Machupicchu teria
abrigado uma espécie de convento para as Virgens do Deus Sol.
Outros dizem que a cidade foi fechada quando o soberano Inca
morreu. No entanto, pouco se sabe sobre a sua finalidade e
certamente nunca se saberá realmente o que teria levado os antigos
habitantes de Machupicchu a abandonarem sua cidade.
O certo é que, com todos os mistérios que ainda
cercam essas construções, não há dúvida de que Machupicchu foi uma
cidade meticulosamente idealizada, que representou um centro
geográfico sagrado para os incas e que hoje é considerada uma das
obras primas da engenhosidade do homem. |